domingo, 29 de agosto de 2010



Turbulencias da vida, uma realidade sem cor. De ser feliz, não entedia, menos ainda de amor. Levada por arrasto, dentro da alma um vazio. Na vida morna, esqueceu a sensação boa de amar, e numa noite qualquer , alguém veio lhe lembrar. Deu-lhe um novo motivo , na vida ,novo sentido. Agora renovada, não mais um livro esquecido.
Era pura expectativa , ansiava o momento, desligava-se do mundo; Paz e emoção assim nunca pensou existir. Morreu aquela mulher que esqueçeu de sorrir.Mas a surpresas , no dobrar de cada esquina, a mulher que renasceu,chorou feito uma menina , cega de olhos abertos , foi preciso muita coragem para aceitar que aquele anjo , não passava de miragem.
e como num jogo tolo, diversão sem envolvimento demostrou claramente não ter nenhum sentimento, foi tudo ilusão, carência, qualquer coisa parecida,e ela que havia se achado, ficou outa vez perdida.
O que desejou apenas? fazer e ser feliz demais.
Sonhou ser seu amor. Sonhou ... Nada mais.
Foi tudo pura ilusão,nada concretizado.
Quem sabe por ironia, outra vez caminho cruzado. Ela tenha que lhe dizer,que não é mais esperado.. Hoje desbravando rumos, com o coração nas mãos.
Aprendeu que nessa vida, amores vêm , ''amores vão''.

sábado, 28 de agosto de 2010

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Kansas - Continue adiante meu filho desobiente

Continue adiante meu filho desobiente
Haverá paz quando você tiver terminado
Coloque sua cabeça cansada para descansar
Não chore mais

Uma vez que eu me levantei acima do ruído e da confusão
Para perceber por um instante além desta ilusão
Eu estava voando cada vez mais alto
Mas eu voei muito alto
Embora meus olhos pudessem ver eu era ainda um homem cego
Embora minha mente pudesse pensar eu era ainda um homem louco
Eu ouço as vozes quando eu estou sonhando
Eu posso ouvi-las dizer

Continue adiante meu filho desobiente
Haverá paz quando você tiver terminado
Coloque sua cabeça cansada para descansar
Não chore mais

Mascarado como um homem com uma razão
Minha charada é o evento da estação
E se eu afirmar ser um homem sábio,
Certamente quer dizer que eu não sei
Em um mar em tempestade de emoção movente
Lançado sou como um navio no oceano
Eu ajustei um curso para ventos da fortuna
Mas eu ouço as vozes dizerem

Continue adiante meu filho desobiente
Haverá paz quando você tiver terminado
Coloque sua cabeça cansada para descansar
Não chore mais

Continue, você se recordará sempre
Continue, nada iguala o esplendor
Agora sua vida não está mais vazia
Certamente o céu espera por você

domingo, 22 de agosto de 2010

sábado, 21 de agosto de 2010

Sempre Clarice

"Não pense que a pessoa tem tanta força assim a ponto de levar qualquer espécie de vida e continuar a mesma. Até cortar os defeitos pode ser perigoso - nunca se sabe qual o defeito que sustenta nosso edifício inteiro...há certos momentos em que o primeiro dever a realizar é em relação a si mesmo. Quase quatro anos me transformaram muito. Do momento em que me resignei, perdi toda a vivacidade e todo interesse pelas coisas. Você já viu como um touro castrado se transforma em boi. Assim fiquei eu... para me adaptar ao que era inadaptável, para vencer minhas repulsas e meus sonhos, tive que cortar meus grilhões - cortei em mim a forma que poderia fazer mal aos outros e a mim. E com isso cortei também a minha força. Ouça: respeite mesmo o que é ruim em você - respeite sobretudo o que imagina que é ruim em você - não copie uma pessoa ideal, copie você mesma - é esse seu único meio de viver. Juro por Deus que, se houvesse um céu, uma pessoa que se sacrificou por covardia ia ser punida e iria para um inferno qualquer. Se é que uma vida morna não é ser punida por essa mesma mornidão. Pegue para você o que lhe pertence, e o que lhe pertence é tudo o que sua vida exige. Parece uma vida amoral. Mas o que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesma. Gostaria mesmo que você me visse e assistisse minha vida sem eu saber. Ver o que pode suceder quando se pactua com a comodidade da alma".

Clarice Lispector

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

A quem interessar possa


Há tempos estou pra lhe falar algumas coisas. Tudo tem ficado muito confuso, cada vez mais sinto que você me alcança menos e acho que esclarecer algumas coisas pode ajudar. Você diz que me ama, mas talvez esteja enganado. O amor compreende, e o amor só ama de verdade aquilo que o completa. Talvez você ame quem você é quando estou por perto. Talvez você ame apenas a idéia que tem de mim, e isso não sou eu. Isso é você querendo que eu caiba nos seus anseios, nos seus desejos. Vê? Isso é você amando a si mesmo. Essa é a soma das suas perspectivas, que muitas vezes não condiz com o real. Nesse caso, não tendo eu outra alternativa além de ser o que eu sou, a você restam duas opções: me ame, ou me deixe. Me queira com tudo o que eu tenho de bom e de ruim, com todas as idiossincrasias e as pequeninas coisas que muitas vezes você nem considera correto. Entenda que eu não escolhi e nem tenho culpa de ser cavalo selvagem: o fato de você conseguir cavalgar comigo depende unicamente da sua destreza. Entenda que eu sou como um gato, variável , inconstante, mas sempre honesto: uma vez que se sabe lidar com ele é garantia de carinho e apego eterno. Caso contrário, arranhões e comportamento arredio são inevitáveis. Caso contrário, se prepare pra me ver fugir ou te ignorar. Quem quer conviver com bichos selvagens deve estar preparado para as intempéries. No mínimo existe a garantia de surpresa e nenhuma previsibilidade, nunca se sabe o que pode acontecer. Pra uns isso pode parecer desesperador, para outros é apenas imensamente emocionante. É sempre seu direito botar na balança e decidir se quer viver assim na corda bamba, numa aventura sem roteiro pré-estabelecido. Mas se me quer por perto, deixa-me ser. Não me tome por pretensiosa por falar desse jeito sobre mim mesma. É apenas uma tentativa de que eu e você descubramos se existe realmente algum laço real, ou se ele é feito de filó. Decifra-me, ou te devoro. Sem dó nem piedade.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Ela

Ela não aguentava mais. Tinha resistido por muito tempo, tentou de muitas formas e nada. Agora sentia-se cansada, impotente e um tanto quanto culpada diante da antiga constatação: a maioria dos seres humanos lhe eram incompreensíveis. Por vezes não lhes entendia a fala, o raciocínio, o jeito que levavam a vida. Para Ela, eles eram completos estranhos. Quando deparava-se com questões comuns e percebia que seus sentimentos e forma de encarar as coisas eram completamente distintas dos demais, sentia-se só. Devaneava a respeito de ter vindo de outro lugar, de pertencer a outra raça. Essa percepção lhe ocorrera havia muito, mas Ela não queria acreditar. Durante a maior parte de sua vida tentou reverter essa sensação. Observou atentamente como eles agiam, e passou a imitá-los. Não era difícil. Aprendeu tudo, e sorria na hora em que devia sorrir, dizia as coisas que deviam ser ditas, procurou comportar-se exatamente como eles para não chamar tanta atenção. Sabia a hora do comentário correto, sabia quando dizer “graças a deus”, mesmo não tendo certeza que deus era aquele. As normas de convivência que lhe foram passadas eram muito antigas e pertenciam àquele povo desde o começo dos tempos, e todos as seguiam sem titubear. Era assim, e pronto. Certa vez, cometeu o disparate de fazer perguntas. Diante da hostilidade e da surpresa alheia, Ela se calou. Teve medo. Medo de ficar sozinha, de ser banida, de estar errada, de ser julgada e condenada culpada por viver diferente. Sufocou a própria perplexidade e viveu assim durante um bom tempo. No fundo, sentia pena. Olhava para aquelas pessoas e os via tão pequenos, mergulhados em questões superficiais, tão mais preocupados com a aparência e a vida do próximo do que delas próprias. Achava que perdiam tempo. Sofria por vê-los tão ignorantes, sem curiosidade, sem vontade de aceitar ou buscar o novo, apáticos, admitindo cegamente tudo que lhes era imposto. Não entendia porquê julgavam-se uns aos outros tão ferozmente, sempre prontos a apontar o dedo ao mínimo indício de falha alheia e pior: na grande maioria das vezes falavam sem saber, simplesmente presumiam com base na parca bagagem que tinham. O mais estarrecedor de tudo é que pareciam idiotamente felizes. Tinham ambições comuns e eram formatados para isso: nascer, crescer, casar e procriar, buscar estabilidade financeira. Um belo carro, uma bela casa, um belo corpo. Os que alcançavam esses feitos eram considerados vencedores. E depois morriam, e outro deles nascia, e o ciclo continuava interminavelmente. Entre esses, alguns por vezes se mostraram mais evoluídos: apesar de toda a formatação que haviam sofrido foram mais a fundo, questionaram, e compreenderam a mediocridade humana. Esses escapavam. E Ela realmente acreditou que tivesse encontrado um jeito de viver entre eles. Até agora. De repente Ela se pegou andando pela casa, aflita, murcha. Sentia-se como uma bomba relógio prestes a explodir. Já estava impossível continuar fingindo, e aceitar aqueles pequenos humanos se tornou uma tarefa mais extenuante do que o normal. Era o limite. Mergulhou num enorme conflito: que direção seguir? Sim, estava tudo calmo porém muito sem-graça, Ela sentia-se sendo minada aos poucos e achava que a qualquer momento iria simplesmente se apagar. E Ela sabia que era fogueira demais pra se deixar virar fagulha. Decidiu abdicar da calma. Passou a buscar os seus iguais, e lentamente ao longo da estrada os foi encontrando, um a um. Nesse momento não eram muitos, mas eram os dela. Aqueles ali a entendiam e partilhavam das mesmas convicções, viviam de forma parecida. Depois descobriu que nunca seriam tantos, não era pra ser assim. Existia a maioria, e existiam eles. Enfim, um pouco de paz. Continuou convivendo com aqueles humanos tão estranhos, mas reservou para si e para os seus as suas partes mais vivas porque necessitava ser compreendida. Fechou-se para a pequenez dos demais e assim conseguiu, de vez em quando, ser feliz.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

outro dia


Tah sou Bipolar , louca , infantil , e naum sei mas o que ... Sei que tenho probleminhas, Mas o incrivel mesmo e que as pessoas naum olham para si mesmo, Sei tudo o que sou e o que quero ser e voce sabe de si ? Porque sempre querem complicar , adicionar em vez de subtrair . Tanto amor platonico que naum gera nada, tanto envolvimento , discussões , crises de ciumes tantas coisas poderiam ser evitadas ; Mas certo qual seria a graça não e mesmo !? Só não compreendo uma coisa , creio que não seja apenas eu , Quero ser um 'mostrinho' alguem sem coração, e muitas vezes eu sou , Mas ao mesmo tempo, quero preciso do seu carinho . Da onde vem este sentimento de necessidade de atenção , de um simples olhar ou apenas um ola. Não gosto de me sentir fraca nesse aspecto , parece que no fim ficara eu para contar o final feliz de todos . Fico com certa inveja quando vejo alguem que ja foi uma pagina em minha vida , sendo 'feliz' .. admito este sentimento , Simplesmente porque não sou eu ali . teria sido tudo diferente, por que quando estamos focados em uma coisa não conseguimos ver o que esta bem em nossa frente. .

(And) Would you promise me
Things they'd never change
Could you promise me
That things they'd stay the same?
( Way Beyond Empty - Zakk Wylde )